O mundo inteiro girando...

Postado por World of Dreams às 04:16

Há quem diga que o tempo muda tanto as pessoas que ela não lembram de como eram há um, dois anos atrás. Embora o mais certo é dizer que elas não se lembram pois não querem. O "um, dois anos" passados podem ser vergonhosos, tristes e inúteis. Tantas coisas acontecem e você olha para trás e pensa "não quero me lembrar que um dia fui aquilo". Mas aquilo fez você ser isso hoje. Isso o que?
O hoje nem sempre é certo. O que você é? O que eu sou? Será que conseguiríamos responder isso e ainda se esquecer de que fomos a pouco tempo atrás? "Hoje" costuma ser mais incerto do que o "amanhã". O amanhã a gente resolve depois, o hoje tem que ser lidado agora... Lidar agora? Aonde há tempo para lidar com o hoje? Onde está a paciência? A coragem? A impulsividade de arriscar e dizer "sim, eu vou" ou "não, não quero". Não é fácil lidar com o hoje. Nem com o amanhã. Nem com sábado, muito menos com o domingo. Domingo é tão difícil de lidar que muitos suicídios devem ter acontecido nele.
Não há certeza no que é escrito. Muitas incertezas surgem, ainda mais quando não há conexão entre nada que está sendo dito.
Mas o fato é: as pessoas mudam. E voltam as velhos hábitos depois de muito tempo. Pode parecer um ciclo vicioso, mas quando há necessidade, nos agarramos a primeira "salvação" e ficamos com ela até cansarmos. Depois à abandonamos, nos esquecemos... E no fim, sempre retornamos.

There was nowhere to hide the ashes fell like snow

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012 - Postado por World of Dreams às 00:30

E em um piscar de olhos o mundo está desabando. Nenhum lugar é seguro. Andando em meio a destroços tudo que se pode ver são lembranças queimadas, dúvidas, medos e verdades. Coisas que se apagam na memória, ou apenas são deixadas de lado para sempre esquecidas. E nesse momento, tudo volta como uma tempestade. Em uma chuva onde só há mágoas e frustrações. Verdades escondidas. Verdades que são tão ruins que é preferível fingir que não sabe a aceitá-las e viver em meio a elas.
Medos que vão e vem. A cada raio que se vê, a cada trovão que se ouve. Duvidas. Muitas delas. Há tanta destruição, tanto medo sendo respirado em meio a tanto pó que foi jogado para debaixo do tapete. Pó esse que esconde muitas coisas.
E em meio ao caos, tudo desmorona. Toda a verdade é jogada no ar e não há mais como escondê-las. Não há mais como fingir que elas não existem pois não é lugar para deixá-las e esquecê-las.
O desespero é constante. A realidade de que nada foi o suficiente para manter o mundo em pé. Nenhuma viga, nenhuma parede. Nada. Tudo foi em vão. Tudo foi apenas um depósito de mentiras. Mentiras. É isso que foi. Cada parede, cada tijolo que construiu o mundo foi todos de mentira.
Nada foi suficiente. Nada será suficiente. Os engenheiros dessa construção não são suficientes. São apenas tolos que imaginaram um mundo fictício que foi construído com sonhos, com esperanças de que tudo isso, que esses sonhos, que essa vontade de construir fosse o bastante. Mas não foi. Não há como negar o erro que foi cometido com a intenção de que tudo fosse real. Mas nada é. Se o mundo não foi o suficiente, ele não foi real.
Desmoronou com tudo que havia dentro. Todas as coisas boas e ruins. Mais ruins do que boas, mas não importa mais. Tudo está perdido no meio dos destroços. Queimado com os pequenos focos de incêndio que tiveram inicio quando tudo desabou.
E quando não há mais nada para se sustentar... a tendência é tudo ruim.
Mas um novo mundo será construído. E dessa vez não será com mentiras, duvidas, verdades negáveis, frustração e sofrimento. Um novo mundo se erguerá em cima desses destroços... e tudo será definitivamente apagado, enterrado, esquecido. Toda insuficiência será esquecida. E algo novo vai surgir. Melhor e verdadeiro.
E no momento... tudo que se há para fazer é ir embora. Criar as esperanças e verdades e voltar para construí-las novamente. De novo. Até quando for o suficiente.

Friendships... or not.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012 - Postado por World of Dreams às 02:03
Talvez eu tenha mesmo deixado as pessoas irem embora da minha vida. Não por ser orgulhosa ou mimada esperando que elas viessem atrás de mim. Mas apenas por talvez não necessitar mais delas. Não no sentido de "usar e jogar fora". Mas no sentindo de elas não fazerem mais diferença na minha vida. É feio dizer isso. Ou talvez não seja. A realidade é feia. Mas sei que só deixo irem embora da minha vida quem não faz mais diferença nela. Porque "acumular" pessoas se elas não te acrescentam nada? Talvez acrescente mais em números de amigos, mas isso não é uma coisa a qual podemos nos gabar. "Eu tenho mais amigos que você"... Sim, pode ter em números, mas só quero ver quando você realmente precisar. Consigo contar nos dedos o que estarão do meu lado quando eu precisar. Ou melhor, sem plural.
Ultimamente não faço mais questão de ter as pessoas do meu lado, ou mais pessoas do meu lado. Sou muito feliz com as poucas que tenho. Talvez seja preguiça de manter amizades. Elas são trabalho. Você tem que cuidar, regar, podar e ainda assim com todo esse cuidado, elas correm o risco de ficarem doentes ou pegar alguma praga. Um único descuido e todo seu trabalho de cuidado vai por água abaixo. E aí você cansa e deixa ela morrer. Que drama, não é bem assim de "você cansa e deixa elas morrerem". Talvez isso só aconteça quando o que falei lá em cima começa a acontecer...
Já sei, o que vou falar vai parecer contradição da minha parte, mas não gosto de deixar as pessoas irem embora. Por mais que eu deixe, não gosto. Por mais que a pessoa não seja mais nenhum pouco importante, se esteve do meu lado um dia, eu realmente considerei meu amigo e sei o quanto dói dizer "era meu amigo".
Assim como dói só de pensar em dizer isso sobre algumas pessoas que estão comigo.
A vida é assim... sempre leva algo pra trazer algo melhor. Talvez tenha deixado de lado grandes amigos, mas com certeza em troca disso, ganhei outros, melhores ou não. Talvez eles não sejam melhores que os outros, mas agora, pra mim, eles são. E o mais importante é quem está comigo, quem anda do meu lado. Porque como diz aquela frase "os verdadeiros eu sei quem são".

É do capeta, acredite.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012 - Postado por World of Dreams às 01:53
I hope so!
A pouco mais de um mês atrás vim aqui e disse que voltaria. Isso foi uma grande mentira. Não sabia na época, mas sempre que digo que estarei isso nunca acontece. E não será agora que isso vai acontecer, por isso, não direi que irei voltar. Não postarei com frequência, mas quando der na telha. Por mais que goste de escrever, a vida ultimamente não anda fácil. Então, vamos logo ao que hoje vai se tratar aproveitando que hoje "deu na telha".
Talvez 2012 não seja um ano temido apenas pelo "fim do mundo". Por mais que muitos acreditem nisso, não creio que o mundo realmente irá acabar. Mesmo que seja melhor assim. Bem que poderia acabar mesmo.
"Ai, ela quer que o mundo acabe". Qual é? Qualquer um na minha situação atual preferiria que o mundo acabasse mesmo. Acreditem, quem não passou, ainda irá passar por essa situação. Ou não. Vai saber a vida de cada um.
É... o ano do vestibular chegou. Temo ele mais do que temo o fim do mundo. Vestibular é do capeta. Só de ouvir esse nome já arrepio toda. Talvez porque sei que ele vai mudar minha vida toda, vai dar um rumo pra ela. Ou se eu for muito burra, só me dará frustrações e nada mais. Mas vamos pensar positivo e vamos supor que a inteligência, normal, não uma inteligência anormal, exista aqui.
As vezes é tranquilo pensar nele. Nas vezes que sei o que quero da vida. Mas como mulher, mudo de ideia como troco de roupa. Acordo querendo uma coisa e vou dormir querendo outra. Ou sem querer nada e desesperada por isso.
Acreditem, isso não aconteceu poucas vezes. Acontece com uma frequência absurda, que me assusta. Deveria saber o que quero fazer da vida. Mas é difícil decidir quando o que você escolher vai ser pro seu futuro todo. Pra sua vida toda. Magina que isso é uma pressão! Seria bem mais fácil se isso não fosse uma pressão. E no final, vou acabar decidindo isso tudo no "mamãe mandou" de tão de boa que estarei.
E é impossível não dormir pensando nisso e não acordar pensando nisso. Mesmo que não acorde pensando nisso, seu professor irá te lembrar, as 7:10 da manhã. Fica tranquilo. Esse ano ninguém esquece esse maldito vestibular. Claro só pra quem tá no Terceiro e Cursinho.
E sabe o que é pior? Ter que estudar. Acordar com aquele peso nos ombros de ter que estudar se não tu não será merda nenhuma na vida. Antes meu primeiro pensamento quando acordava era "nossa, vou dormir a tarde toda". Agora é "nossa, vou ter que estudar a tarde toda". E isso não é nada revigorante. Você pode tá com o sono do caralho que for, mas tu não vai conseguir dormir a tarde se não estudar nenhum pouquinho. E mesmo que estude um pouquinho, vai ficar com peso na consciência. Pelo menos é o que acontece comigo. Não sei com os outros. Mas minha consciência fica tão pesada como se eu tivesse matado alguém.
E por falar nisso, é melhor ir dormir porque pela manhã não vou poder abrir os olhos e dizer "vou dormir a tarde toda", porque sei que tenho que estudar a merda da tarde toda. E isso é a pior coisa do mundo.

De volta ao mundo dos vivos.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012 - Postado por World of Dreams às 20:29
Não, não estou morta. Estou bem vivinha. E sim, eu tinha esquecido que tinha um blog. Aliás, tinha esquecido até meu e-mail. Sou uma péssima blogueira, isso sim. Abandono vocês por eras e depois volto dizendo que havia esquecido realmente do blog.
Natal passou, um novo ano chegou e só depois de 10 dias que um novo ano começou, volto para dar dizer "olá". Mas tudo bem, o que vale é a intenção de eu ter vindo aqui, não é mesmo?
Deveria fazer um post só de Natal e um só sobre o Ano Novo, mas isso não fará sentindo, já que estes já passaram. Irei apenas comentar aqui.
O Natal...foi bom. Teve comida. Muita comida. Barraco como em toda família normal tem. Ou talvez só na minha tenha.
O Ano Novo foi ótimo. Sim, ótimo. Como muitos. Sei lá, não dá pra dizer depois que passou. Contar tudo como foi. Só dizer que foi muito bom já ajuda. E realmente foi muito bom. Passei em Jundiaí, não lá, mas na Chácara do meu tio em uma cidadezinha ali perto. Tava maravilhoso aquela chuva e aquele frio lindo.
Depois do Ano Novo eu voltei pra essa cidade infernal que eu moro e no mesmo dia meu tio ligou me convidando pra ir junto com ele de volta a Jundiaí. Obviamente fui, porque ficar aqui é muito chato. E foi uma viagem realmente boa. Sei lá, nunca tinha passado tanto tempo com meus primos pirralhos. Não esses. E o outro pirralho que a gente ia encontrar eu já tinha passado, mas foi tudo muito mais legal.
Enfim, queria desejar um bom ano a todos, atrasado, mas mesmo assim. E dizer que realmente espero que o ano seja bom. E que estejamos juntos sempre, leitores fantasmas.
Isso só foi para dizer que eu estou vivinha e com muito animo pra escrever. Nos vemos em breve, caros leitores.

Let's talk about love.

sábado, 26 de novembro de 2011 - Postado por World of Dreams às 03:15
O amor. Esse sim não conheço a eras. Talvez nunca tenha chegado a conhecer. Talvez demore para conhecer. Mas sim, talvez em uma bela manhã nublada de inverno, venha a conhecer o amor. Não que esteja ansiosa por isso. Muitos poetas e cantores falando sobre amor. Eles não falam coisas boas, para que irei querer me apressar a conhecer este cedo? Por mais que falam que faz mal, acho que terei pensamentos contrários sobre ele. Não costuma achar o mesmo que a sociedade acha. Não quando se trata de amor.
E enquanto ele não chega para mim, poderei talvez me divertir nas tentativas de encontrá-lo. Mas sempre com o medo de encontrar. Pois assim que encontrar, a diversão irá ter acabado e talvez aí conheça o tão falado e sofrido amor. Se ele irá ser belo ou não, não sei. O que me importa é que me faça bem. Me faça feliz. Para me fazer feliz tem que ser belo. Mas isso não importa. Talvez quando ele vier não será nada do que foi imaginado por mim. Talvez seja tão diferente e tão anti-eu, que me faça achar que os poetas que falam sobre como o amor machuca estejam certo.
Mas não posso ver o amor como algo que machuca. Talvez não posso nem falar que nunca conheci o amor. Conheci e conheço o amor. Mas há tipos de amor. O amor que acabei de falar... esse não cheguei a conhecer ainda. Não sei se ainda bem ou não. Mas sei que não há pressa por parte minha para conhece-lo. Quando for para acontecer, irá acontecer.
E os outros amores. Ah, esses sim conheço. Vários tipos desses outros amores. Desses amores já tivesse provas tão grandes que não há como esquecer. Há aqueles que temos medos de perder sempre. Não. Todo amor temos medo de perder.
Mas, que estranho. Estou falando de amor. Algo pelo qual não aprecio muito falar. Mas talvez tenha aprendido algumas lições quando se trata de amor. Não daquele que os poetas falam, mas dos outros que para mim, são os grandes amores de todos.