Como costumava ser.

sexta-feira, 25 de março de 2011 - Postado por World of Dreams às 00:05
A dois anos, eu conheci uma menina. Ela era demais. Mas era a menina mais dramática que eu já conheci em toda minha vida. Claro, seus dramas eram mais sentimentos que ela não conseguia guardar na época, e ela precisava de atenção. Não que ela fosse louca por atenção, mas ela gostava de se sentir importante. Era sempre as mesmas coisas, choros diários em sala de aula, vários problemas que parecia começo de terceira guerra, porque envolvia vários "países" da sala. Tudo porque ela tinha relacionamentos conturbados com suas amigas e melhores amigas, com melhores amigos idiotas, com garotos de cabelos cacheados idiota, e era sempre o mesmo drama. Mas nunca era um drama qualquer. Ela sempre se superava, cada drama era único. Um maior que o outro. E apesar dos dramas sempre serem por motivos únicos, que todo mundo já estava cansado, todo mundo ainda achava engraçado. Eu particularmente acho isso engraçado hoje, porque na época era trágico, triste, e masoquista. Muito. Enfim. Mesmo essa garota sendo a rainha do drama, ninguém não gostava dela, porque ela era foda (parei). Seus autodrama poderiam virar livros, e até virou um, que ela não gosta muito de falar sobre ele. Mas apesar de tudo, ela era feliz. Não ligava muito para o que os outros diziam. Ela tinha uma força de vontade, que muitas vezes até ela se surpreendia. A palavra desistir só era usada para fazer dramas, porque talvez desistir nunca tenha passado realmente pela cabeça dela. Desistir era coisas para fracos. E também, ela não chegaria até ali para desistir, isso nunca. Era a mesma coisas que nadar, nadar e morrer na praia. Por mais que ela sentisse que não aguentaria, ia até o final. Ela era feliz, e não sabia disso. Apesar de vários defeitos, tinha qualidades que eram sua marca. Seus autos e megadramas, eram uma marca também. Confiança, ela era uma pessoa realmente confiante, insegurança era lenda. Medo, só de perder. E sempre ia atrás do que era importante, de quem era importante. Tinha por muitas vezes sorriso no rosto e risadas gostosas, apesar dos dramas. Coisas que foram perdida com o tempo. Coisas que ela perdeu com o tempo. Coisas que eram tão importante como amizades que ao longo do tempo não são mais as mesmas. Coisas essenciais essas perdidas. Que fazem falta. É como se ela fosse só a metade do que era antes. E isso tudo, porque um dia ela parou de acreditar em si mesma.
E é dessa garota que eu sinto falta, dessa garota que cresceu e não consegue enxergar um quarto do que era antes. Dessa que eu costumava ser. Dessa que faz falta para alguns, sim, faz. Até pra mim faz falta. O sorriso e a alegria faz falta. Talvez tudo, sem as hipérboles, fazem falta. Mas crescer é inevitável, e as vezes, quando crescemos, perdemos o nosso melhor, podendo ou não ter melhor, melhores.