O Herói Perdido
segunda-feira, 1 de agosto de 2011 - Postado por World of Dreams às 22:09
Muito raro, ele pensou. E sempre perigoso.
Ele estendeu sua mão e estudou seus dedos. Eles eram longos e finos, e não cheio de calos como os dos outros campistas de Hefesto. Leo nunca fora o garoto maior ou mais forte. Ele sobreviveu em duros bairros, duras escolas, duras casas de adoção usando sua sabedoria. Ele era o palhaço da sala, o bobo da corte, porque ele aprendeu cedo que se você fizesse piadas e fingisse que você não estava assustado, você geralmente não seria batido. Até os piores gangsters iriam lhe tolerar, manter você por perto para risadas. E mais, humor era um bom jeito de esconder a dor. E se isso não funcionasse, sempre haveria o Plano B. Fugir. Mais e mais. Havia um Plano C, mas ele prometeu para si próprio nunca usá-lo de novo.
Ele sentiu um impulso de tentar isso agora — algo que ele não fizera desde o acidente, desde a morte de sua mãe.
Ele estendeu seus dedos e os sentiu formigando, como se estivessem acordando — alfinetes e agulhas.
Então chamas tremularam à vida, ondulações de fogo vermelho dançando pela sua palma. (O Herói Perdido - Capítulo VI Leo)

